Vamos pra mais um bate-papo sobre fundos de investimento?

Hoje vamos conversar um pouco sobre os estilos de gestão de um fundo. Existem dois tipos principais.

Fundos de Investimento: estilos de gestão

  • Gestão Passiva

O primeiro deles é a gestão passiva. A gestão passiva acontece quando o objetivo do fundo é o de replicar a rentabilidade de um determinado índice de referência.

Se tivermos um fundo passivo de ações, por exemplo, ele pode replicar o Índice Bovespa. Isso significa que o gestor do fundo vai comprar e vender ativos de tal forma que a carteira do fundo seja um espelho da carteira do Ibovespa. A carteira do fundo vai ter, então, as mesmas ações e na mesma proporção observada na carteira do Ibovespa.

Se considerarmos um fundo de renda fixa, por exemplo, esse fundo pode ter como objetivo replicar o CDI. Portanto, os papéis da carteira do fundo vão ser indexados predominantemente ao CDI.

Quando o investidor escolhe um fundo de gestão passiva, ele tem que estar ciente de que não vai ter uma rentabilidade extraordinariamente maior do que a do índice. Provavelmente o fundo vai render muito próximo, ou talvez até ter a mesma rentabilidade do índice de referência.

Essa estratégia pode ser considerada mais conservadora e a rentabilidade tem foco no longo prazo. Uma das vantagens é que esse tipo de fundo gira menos a carteira, então, os custos de transação também são menores. Logo, os custos para o investidor também são mais baixos.

  • Gestão Ativa

Já a gestão ativa é o tipo de gestão que tem como filosofia de investimento a seleção das melhores oportunidades de aplicação dentre os investimentos disponíveis.

Nesse caso, a carteira tende a girar mais, em busca dos melhores ativos. Frequentemente, são usadas técnicas como:

– Stock picking: uma escolha criteriosa de ativos específicos em mercados selecionados;

Asset allocation: seleção de classes de ativos buscando a relação mais eficiente possível entre risco e retorno; e

– Market timing: análise do momento certo de comprar ou vender um ativo.

Normalmente, em comparação com a gestão passiva, a gestão ativa tende a ser mais arrojada, buscando retornos maiores. Em contrapartida, é também uma gestão mais cara e, frequentemente, o investidor paga uma taxa de performance por isso.

Essa taxa de performance geralmente está associada ao desempenho do gestor. Se o fundo tem uma rentabilidade superior à do índice de referência, então, o cotista paga essa taxa de performance.

A existência dessa taxa, em si, não é ruim para o cotista. Se o investidor tem que pagar a taxa de performance, isso significa que as cotas dele tiveram uma rentabilidade melhor que a do benchmark. E se o gestor se empenhou para entregar essa rentabilidade maior, é justo que ele seja remunerado por isso.

A gestão de um fundo normalmente é trabalho de uma equipe, e não de uma pessoa só. É comum que uma instituição financeira inteira seja dedicada a esse trabalho. Equipes com profissionais altamente qualificados analisam o mercado, os ativos, as oportunidades e tomam as decisões visando maximizar o lucro do investidor.

É isso aí, agora você já sabe um pouco mais sobre os estilos de gestão dos fundos investimentos. Não deixe de acompanhar a nossa série sobre fundos no nosso canal do Youtube.

 

Eduardo Tavares

Sou sócio-fundador do Mundo Financeiro, especialista em Design Instrucional. Além disso, sou professor de Finanças na FIA Business School. Fiz graduação em jornalismo na ECA-USP, e pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking na FIA. Como jornalista, trabalhei com cobertura de Finanças e Economia nos sites Exame.com, Infomoney e no blog de Finanças do Ângelo Pavini.

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Eduardo Tavares

Sou sócio-fundador do Mundo Financeiro, especialista em Design Instrucional. Além disso, sou professor de Finanças na FIA Business School. Fiz graduação em jornalismo na ECA-USP, e pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking na FIA. Como jornalista, trabalhei com cobertura de Finanças e Economia nos sites Exame.com, Infomoney e no blog de Finanças do Ângelo Pavini.

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