Oportunidades no segmento financeiro

Olá, amigos do Mundo Financeiro. É um prazer estar com vocês mais uma semana, sempre falando de carreiras e do nosso amado segmento.

Neste mês, completo cinco anos de atuação como consultor de carreiras no segmento financeiro/bancário, acompanhando algumas relevantes transformações no que envolve a busca dos profissionais pelo seu lugar ao sol.

Assuntos polêmicos, assuntos que geram receios e temores, mas que devem ser tratados com clareza e imparcialidade. Não é opinião pessoal e sim um relato sobre o que acontece, de fato, em nosso meio.

1 – Existe vida sem CLT
Passa a ser cada vez mais comum as oportunidades que estabelecem contratação no regime PJ. Os grandes bancos não mudaram nada, mas é fato que o tempo trará novas formas de atuação e isso certamente pode impactar os “intocáveis” benefícios dos bancários, de uma forma até indireta. Não podemos fechar os olhos ao que as novas leis trabalhistas e modelos de negócio tem transformado a relação empregador x empregado, ou prestador de serviço x contratante.

2 – As certificações não são apenas para funções comerciais
Em um cenário onde o cliente tem tantas opções, compreender o mínimo (fluxo e conceitos de produtos/serviços) não pode faltar ao profissional. É importante reforçar que apenas a certificação tem valia. O curso preparatório, em si, não tem peso. Dica: esqueça que existe a CPA 10, parta ao menos para a 20 pensando em competitividade de mercado.

3 – Inglês não é balela
As oportunidades no segmento financeiro mais comuns, como as de gerente de relacionamento e de atendimento, não pedem (ainda) o segundo idioma. Funções ligadas a mercado de capitais, fintechs e bancos de investimento já pedem a segunda língua em mais de 60% das posições divulgadas. Lembre-se de que até mesmo muitas das instituições nacionais possuem operações globais. Não espere o desejável virar mandatório, busque crescimento neste ponto.

4 – Excel é coisa do passado?
Muitas instituições ainda têm nessa ferramenta tão famosa a base para atuações diárias. Nem todos os bancos/empresas têm sistemas eficientes e funcionais. Vale o esforço em conhecer bem o MS Excel.

5 – Ou você perde o medo (supera barreiras) dos processos digitais, ou terá grande problema na busca por emprego
Buscando eficiência e celeridade nos processos, as empresas adotaram os processos digitais como etapa praticamente obrigatória. Ao menos a primeira etapa tende a ser desta natureza, ficando difícil imaginar uma recolocação 100% trabalhada em etapas presenciais.

6 – Os processos trabalhistas e os impactos nos processos de contratação
Talvez o mais polêmico ponto a ser discutido, mas que não podemos deixar de citar. Não fazendo juízo de valor ou julgando se é certo, errado, se é abusiva a prática, se é de direito ou não, fato é que as instituições, apesar de nunca falarem abertamente sobre o assunto, consideram sim os casos de processos trabalhistas, estejam liquidados ou não. Muitas pessoas conseguem recolocação, na teoria há sigilo judicial, mas a prática é que há troca de informações “informais” e muitos relatos de pessoas que tiveram processos de contratação barrados “sem explicação”. Podemos não concordar, mas não podemos ignorar. Ah, cada caso é um caso. Não há aqui qualquer opinião sobre o que é certo ou errado considerando a individualidade de cada abordagem.

7 – Ter brilho nos olhos é fundamental
Cada vez mais as instituições valorizam pessoas que vejam sentido em atuar no segmento, não apenas buscando aventura ou pensando em salários e benefícios. A atuação no segmento financeiro requer muito alinhamento de expectativas, tamanho o grau de cobrança sobre os profissionais da área. Não pense que ter qualificações garante algo, conta muito o QUERER FAZER parte da instituição.

8 – Não é com você o problema!
Infelizmente, a realidade hoje é a de um mercado repleto de bons profissionais sem emprego, em um cenário que opta cada vez mais por processos digitais. Não é de estranhar a crescente luta por vagas, mesmo entre os profissionais mais experientes. Compreenda que a concorrência ampla faz com que muitos participem de 10, 20, 40 processos até o sonhado “SIM”. Resiliência é a palavra do momento.

9 – Busque sua oportunidade de forma pulverizada.
Não podemos concentrar em um único meio a busca por recolocação. Use e abuse das redes sociais, desenvolva sua rede de contatos, entregue CV pessoalmente, seja voluntário em ações que aproximarão você de pessoas do meio, participe de eventos abertos que tenham a presença de pessoas que podem auxiliar você no processo, enfim, pense que a busca não é ficar mandando CV de forma robótica durante dias e semanas.

10 – Não deixe de acompanhar o que envolve o seu mundo, mesmo estando fora de combate.
Não caia nessa de buscar atualização às pressas na véspera da entrevista. Crie uma rotina de ler sobre economia, política e cenário em geral. Mais do que preparar você para entrevistas, este movimento fará com que você entenda o real ambiente no qual está inserido, dando insumo para que suas buscas sejam mais assertivas.

Esperamos que desta relação saia insights que auxiliem você nesta sua luta. Lembre que uma história construída com tanto suor e tão recheada de conquistas, não é apagada por um momento de adversidade.

Siga em frente e lembre-se de que desistir não é uma opção!

Abraços!

Veja também:

As certificações na área financeira: para quem e quando são necessárias?

Fintechs: o que você ganha se elas crescerem?

Os processos seletivos no segmento financeiro – potencialize o seu processo de busca por recolocação

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Ronaldo Cerqueira

Consultor de Carreiras Especialista em Mercado Financeiro | Uma Vida dedicada aos Bancos | Paixão por Finanças e Pessoas
www.ronaldocerqueira.com

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