A Taxa Mínima de Atratividade é um conceito muito importante aplicado na análise de investimentos. Trata-se de uma taxa de juros que representa o mínimo que o investidor se propõe a ganhar quando aplica seus recursos, ou o máximo que uma entidade está disposta a pagar quando faz um financiamento.

Imagine que uma empresa de varejo tenha dez lojas, mas queira expandir seu negócio, abrindo mais duas unidades. Para isso, a empresa terá de fazer um investimento que será direcionado aos gastos com o ponto, reservas para capital de giro, estoques, etc.

Por que uma companhia toma uma decisão assim? Geralmente, ela tem uma expectativa de que haverá crescimento nos lucros por conta do investimento e, como consequência, um crescimento do fluxo de caixa gerado pelo negócio.

A relação que existe entre o investimento feito no presente (em uma data que chamamos de “Data 0”) e o crescimento do fluxo de caixa em datas futuras é o que chamamos de taxa de retorno do investimento. Em outras palavras, essa taxa mostra quanto dinheiro vai ganhar considerando o investimento que fez.

Quanto maior for o aumento do fluxo de caixa em relação ao investimento feito, maior será a taxa de retorno. Ao estimar a taxa de retorno e comparar com a aplicação que pretende fazer, a empresa pode decidir se o novo projeto é viável.

O investimento só será levado adiante se o crescimento no fluxo de caixa advindo da construção das duas novas lojas for grande o bastante para compensar o dinheiro aplicado inicialmente. Portanto, concluímos que existe uma taxa mínima de atratividade que o investidor considera para tomar a decisão de executar ou não um projeto.

 

Felipe Garrán

Sou investidor no mercado financeiro há mais de 20 anos. Além disso, sou professor de finanças na FIA Business School, onde coordeno cursos de pós-graduação e MBA.
Fiz mestrado e doutorado na USP. Em quê? Advinha: Finanças.
Amo ensinar e sou apaixonado por novas tecnologias e métodos de ensino.

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Felipe Garrán

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