O Valor Presente Líquido (VPL) é a ferramenta mais eficaz na avaliação de investimentos. Considere este exemplo: um investidor está diante de uma oportunidade de aplicar R$ 100 no momento presente (chamamos de “Data 0”), a uma taxa de juros 10% ao período. Suponha ainda que a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) do investidor – o menor rendimento que ele aceita receber ao escolher uma aplicação – também seja de 10% ao período.

Se ele realizar esse investimento, no período seguinte, o montante será de R$ 110 – o valor principal, que é de R$ 100, mais os R$ 10 que correspondem ao rendimento de juro proporcionado pela taxa de 10%.

Imagine agora que esse mesmo investidor encontrou outra boa oportunidade de aplicar seus recursos a uma taxa de juros de 15% ao período.  Portanto, investindo R$ 100 na Data 0, no período seguinte, o montante será de R$ 115 – principal de R$ 100 mais R$ 15 de juros.

A diferença entre os montantes da primeira aplicação (taxa de juros de 10% ao período, igual à TMA) e da segunda aplicação (taxa de juros de 15%, maior que a TMA) é de R$ 5. Essa quantia, trazida a valor presente pela TMA, é o chamado VPL.

Portanto, o VPL é quanto um investidor ganha a mais do que investindo com a TMA, e essa diferença trazida a valor presente.

Felipe Garrán

Sou investidor no mercado financeiro há mais de 20 anos. Além disso, sou professor de finanças na FIA Business School, onde coordeno cursos de pós-graduação e MBA.
Fiz mestrado e doutorado na USP. Em quê? Advinha: Finanças.
Amo ensinar e sou apaixonado por novas tecnologias e métodos de ensino.

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