O mercado de Fundos Imobiliários (FIIs) tem atraído muitos investidores no Brasil. Já são mais de 1,3 milhão investidores segundo os dados mais recentes divulgados pela B3. 

É isso mesmo, atualmente 1 em cada 3 investidores na Bolsa já investe em algum dos mais de 300 FIIs disponíveis!!

No artigo de hoje, falaremos mais sobre os Fundos Imobiliários, como eles funcionam, e suas principais características.

As principais características dos Fundos Imobiliários

Mas afinal, como funcionam os FIIs? Quais são os benefícios e as informações básicas que o investidor deve saber para começar a investir nesse segmento?

Atualmente, os Fundos Imobiliários são formados por um conjunto de recursos que tem como finalidade investir nos diversos segmentos do mercado imobiliário, como por exemplo, prédios de escritórios, galpões logísticos, shoppings, lojas de varejo, hotéis, hospitais, entre outros tipos de imóveis

Há também FIIs que não investem em imóveis diretamente, mas sim em títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário (como os CRIs – Certificados de Recebíveis Imobiliários). Forma-se então, um “condomínio fechado”, em que cada investidor detém uma participação/pedaço do “bolo”, as chamadas cotas do fundo, que podem ser negociadas pelos investidores.

Quando há o IPO (termo em inglês para Oferta Pública Inicial), no lançamento de um Fundo, os FIIs vão oferecer suas cotas aos investidores naquilo que é conhecido como mercado primário

Depois que o dinheiro dos investidores vai para o Fundo, o gestor/administrador faz as aquisições dos imóveis e passa a tocar o dia a dia, como o relacionamento e negociação com os inquilinos, aquisição e venda de imóveis, a parte burocrática do gerenciamento dos ativos etc. 

Pela regulamentação, 95% do resultado gerado, depois de descontadas despesas como impostos, taxa de administração, dentre outras, voltam para os cotistas na forma de rendimentos, pagos geralmente de forma mensal, como se fossem “aluguéis”. 

Há também a possibilidade de o investidor comprar cotas no chamado mercado secundário de Bolsa, assim, quando um Fundo que já fez a sua estreia e que tenha suas cotas negociadas em Bolsa. E o investidor pode comprá-las de um outro investidor que deseja se desfazer de suas cotas.


Fundos Imobiliários são condomínios fechados: o que significa?

Vale destacar que, como os FIIs são condomínios fechados, não é permitido ao investidor resgatar as cotas. Para “resgatar” o dinheiro aplicado, o investidor deve vendê-las para outro investidor no ambiente de Bolsa de Valores. 

Todas as transações em Bolsa devem ser feitas por intermédio de uma Corretora (mas não se preocupe, há mais de 100 delas no Brasil que você pode se cadastrar e começar a investir!)

 

Quanto preciso para começar a investir em Fundos Imobiliários?

E para quem pensa que investir em Fundos Imobiliários é necessário ter muito dinheiro, que nada. Já dá para investir a partir de R$ 100,00, ou seja, bem mais acessível do que comprar um imóvel diretamente. 

Além disso, entre outros benefícios, podemos destacar:

Fiscais

Os rendimentos distribuídos pelos FIIs têm a isenção de IR para investidores pessoas físicas que atendam a alguns requisitos da regulamentação. Basicamente que o FII seja negociado em Bolsa, conte com mais de 50 cotistas e que o investidor beneficiado não tenha mais do que 10% das cotas do Fundo; 

Maior liquidez

É mais fácil negociar cotas na Bolsa, do que tentar comprar ou vender um imóvel); 

Menores custos de transação

Há a possibilidade de negociar as cotas pagando menos taxas /impostos quando da aquisição ou venda de imóveis diretamente); 

Gestão profissional

Quem toma conta do dia a dia é o gestor/administrador especializado); 

Maior diversificação

Não preciso ficar “preso” a somente um imóvel/inquilino, sendo possível montar uma carteira de diversos FIIs, com centenas de inquilinos/imóveis.

 

Atenção na hora de investir!

Por isso, a hora de investir é importante lembrar que os Fundos Imobiliários são investimentos de renda variável (suas cotas podem oscilar de preços). E que como todo investimento, possuem riscos. 

Por fim, faça o seu perfil de investidor antes de investir, informe-se sobre o histórico do gestor/administrador do Fundo. Pesquise informações sobre o FII que deseja investir (a maioria dos gestores disponibilizam sites exclusivos, com diversos relatórios para apoiar o investidor nessa jornada).

Bons investimentos!

Fontes de referência: Portal do Investidor (CVM), Como Investir (ANBIMA) e Boletim Mensal Fundos Imobiliários (B3)

 

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Felipe Vaz: CGA, Bacharel em Administração de Empresas pela FAAP, com pós-graduação em Finanças pelo INSPER e especialização em Negócios do Mercado Imobiliário (Real Estate) pela FIA.
Atua como analista de Fundos Imobiliários no Santander Equity Research. Possui Certificação de Gestores ANBIMA (CGA), Certificado Nacional do Profissional de Investimento (CNPI-APIMEC) e é planejador financeiro CFP®.

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