Olá, amigos do Mundo Financeiro!

Novamente, estamos aqui para falar de carreiras e finanças.

Hoje o assunto é bastante extenso, mas abordaremos de uma forma diferente, com o olhar de quem contrata: as instituições financeiras.

Com o processo de digitalização, a tendência é que sigamos numa grande transformação dos modelos de negócios e do relacionamento entre clientes e bancos e demais instituições financeiras. A grande preocupação para os empregadores é fazer com que o time de colaboradores tenha o DNA e conheça e absorva a cultura corporativa: o cliente é “da casa”, não do colaborador, então, devemos compreender o que buscam as empresas nas quais sonhamos construir carreira.

Caberão nesse mercado apenas profissionais cujas expectativas pessoais sejam convergentes com as da empresa. Esta “regra” quer dizer, simplesmente, que aquele colaborador “reclamão” nato não deve fazer parte de uma empresa que não o agrada, contaminando colegas com más práticas e ainda não performando como a empresa espera. Situações assim são sentidas pelo cliente. A tendência é que sobrevivam, nas instituições, os mais enraizados, aqueles que entendem do negócio e que acreditam nos propósitos da empresa.

Dentre tantas qualidades que o profissional deve ter, e que se manifestam já no processo seletivo, passando pelo dia-a-dia como colaborador, algumas merecem destaque por serem diretamente ligadas ao que vive o mercado atualmente:


Resiliência/Flexibilidade: palavras da moda? Não podemos olhar estas qualidades como algo provisório. Em um mundo de tantas mudanças e oscilações, ser resiliente é necessário para qualquer evolução profissional. Fusões, aquisições, mudanças internas, redirecionamentos estratégicos – quem não tem a capacidade de adaptação a novos cenários estará fora do jogo, simples assim. Essas qualidades devem ser o “carro-chefe” das habilidades do profissional moderno.


Autoconfiança: os melhores resultados vêm quando corremos riscos, fato reforçado quando falamos, por exemplo, de produtos de investimento. Corremos riscos conscientemente apenas quando confiamos no que fazemos e entendemos a situação, conhecendo o ambiente (veja a importância do autoconhecimento e da leitura de cenário). Ações iguais sempre produzem os mesmos resultados, então, ouse em sua carreira, mas ouse com a certeza de que o risco assumido foi devidamente calculado e planejado. Toda ação gera uma reação. Coloque sempre isso na balança antes de tomar decisões ousadas.


Capacidade de leitura de cenário: a capacidade de compreender o ambiente político e econômico vai muito além de lermos o jornal pela manhã. Conectar os fatos com as atitudes diárias voltadas ao negócio faz com que o profissional seja não apenas bem sucedido em suas entregas, mas reconhecido pelo cliente como referência, alguém que faz o que este cliente busca a cada dia mais. Zele por seu patrimônio.


Poder de trabalhar em equipe: hoje as instituições encaram clientes cada vez mais críticos e exigentes, fruto da oferta de informação, de tudo que é exposto a estes consumidores diariamente. Como tornar os fluxos diários rápidos e objetivos? Com atuação conjunta, união de esforços e desdobramento de conhecimentos. Nunca foi tão importante a atuação em grupo. Além de desenvolver lideranças, esse movimento estimula o sentimento de pertencimento, algo fundamental para o clima organizacional.


A famosa “dor de dono”: os resultados, bonificações por performance e reconhecimentos, sem dúvidas tendem a ser cada vez mais rigorosos, analisando no detalhe o retorno de cada operação. Já se foi o tempo que o profissional que produzia feito louco era a estrela da operação. Hoje é necessário compreender o motivo de cada movimento, conhecer detalhes que compõem o resultado da operação. Ao conceder o crédito, por exemplo, o colaborador deve analisar a situação como se estivesse emprestando seu próprio dinheiro. Ao indicar um produto de investimento, vale o mesmo pensamento. A autonomia nas ações, embasada por políticas internas ajustadas, possibilita que tenhamos operações sustentáveis. Todo mundo ganha!


Competitividade na veia: o mercado espera que os profissionais, principalmente comerciais, sejam sempre máquinas de resultados. Os melhores lugares estarão reservados aos de maior desempenho. Não se contente em ser mais um, pelo bem da sua carreira.


Ter alto poder de concentração: ter um baixíssimo nível de dispersão é vital para uma carreira de sucesso. Em um mundo com tantas informações, com tantos convites à distração, ser centrado no que é importante coloca o profissional à frente dos que perdem a luta contra as redes sociais, informações fúteis e conteúdos descartáveis.


Saber negociar: saber negociar e gerar o sentimento de que todos ganham passa a ser uma das habilidades mais importantes. Em um cenário onde clientes esperam cada vez mais o papel consultivo, saber negociar faz com que não haja aquele velho e péssimo hábito da venda “goela abaixo”. Conhecer a concorrência, regras internas, características dos produtos e momento do cliente permite que a oferta seja sempre adequada, possibilitando negócios bons para ambas partes e relacionamentos duradouros.


Bem, meus amigos, agora vamos refletir sobre isso e voltamos a nos falar na próxima semana, com um assunto que certamente ocupa a mente de muitos colegas que estão na busca por recolocação: os caminhos para o retorno ao segmento financeiro!

Um forte abraço e até a próxima terça-feira.

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Ronaldo Cerqueira

Consultor de Carreiras Especialista em Mercado Financeiro | Uma Vida dedicada aos Bancos | Paixão por Finanças e Pessoas
www.ronaldocerqueira.com

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